Instituto Consenso participa de debate sobre os desafios da saúde privada promovido pelo Amado Mundo

Instituto Consenso participa de debate sobre os desafios da saúde privada promovido pelo Amado Mundo

Pablo Meneses e Thaissa Nascimento participaram do painel “Os desafios do sistema privado”, que discutiu sustentabilidade, judicialização e os caminhos da saúde brasileira até 2030

Foto: Daniel Moutinho

O Instituto Consenso participou, nesta terça-feira (8/9), em Brasília, do evento “Saúde do Brasil em 2030: Onde vamos estar”, promovido pelo Amado Mundo. O encontro reuniu lideranças, especialistas e representantes do setor para discutir os principais desafios e caminhos da saúde brasileira para os próximos anos.

O presidente do Instituto Consenso, Pablo Meneses, e a coordenadora da entidade, Thaissa Nascimento, participaram do painel “Os desafios do sistema privado”, que abordou temas como sustentabilidade, incorporação de tecnologias e judicialização da saúde.

Durante sua participação, Pablo Meneses defendeu a ampliação dos acordos de compartilhamento de risco como uma alternativa para enfrentar os desafios de financiamento e incorporação de novas tecnologias. Ele destacou experiências internacionais e ressaltou a necessidade de maior articulação entre governo, reguladores e indústria.

Foto: Daniel Moutinho

“Se a gente não parar e pensar em acordos, compartilhamentos de risco, se a gente não parar pra pensar em indústria nacional da saúde… Estamos chegando ao fim do financiamento da saúde ou que a saúde será apenas das elites? Só de quem tem condição de pagar plano de saúde muito caros e, repito, esse não é um debate no Brasil”, disse Meneses ao jornalista Guilherme Amado, mediador do debate. 

Meneses também defendeu o fortalecimento da indústria nacional da saúde e a construção de novos modelos capazes de conciliar inovação, acesso e sustentabilidade.

Foto: Daniel Moutinho

A judicialização da saúde também esteve entre os principais temas do painel. O diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Wadih Nemer Damous Filho, destacou a preocupação com o crescimento das ações judiciais envolvendo a saúde suplementar. “Uma saúde suplementar já passou na frente da saúde pública em termos de número de ações judiciais. Isso é preocupante.”

Damous defendeu o fortalecimento dos canais administrativos das operadoras e ressaltou a importância de respostas claras aos beneficiários. Para ele, negativas precisam ser devidamente justificadas, evitando que conflitos que poderiam ser solucionados administrativamente cheguem ao Judiciário.

Foto: Daniel Moutinho

Thaissa Nascimento complementou a discussão destacando o papel do apoio técnico ao Judiciário e da medicina baseada em evidências nas decisões relacionadas à saúde. “Quanto mais qualificadas as decisões judiciais, seja para conceder ou para negar, mais o cidadão vai entender onde que entra a judicialização.”

Segundo a coordenadora do Instituto Consenso, decisões mais fundamentadas podem contribuir para dar maior clareza ao cidadão e reduzir conflitos. Ela também ressaltou a importância de fortalecer o diálogo entre beneficiários e operadoras antes que as demandas cheguem à Justiça.

A programação segue nesta quarta-feira (9/9), reunindo especialistas e representantes de diferentes setores para aprofundar o debate sobre os desafios e as perspectivas da saúde no Brasil.

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